em Pessoal

Pare, Olhe, Escute

Aos 30 anos acordei com uma decisão: iria sair de Salvador. Por diversos motivos, mas o principal é que eu não me sentia mais cabendo naquela cidade. Precisava de mais, e saí em busca disso, acabando por parar em São Paulo. Hoje, quase 6 anos após ter saído de Salvador, e um pouco mais de 4 anos em Sampa, acordei querendo muito mais.

Ontem, dia 1, fiz 36. Fora de todos os ciclos, um número quebrado, nada cabalístico, mas que encerra um número cheio de significados, o 35.

Fiz uma lista de coisas que quero realizar antes dos 40 anos. Não escolhi por nenhum motivo especial a idade dos 40, apenas pensei num prazo, num tempo, e foi o número “cheio” mais interessante. Tem coisas que não me imagino fazer depois dos 40 anos, então, foi o limite que estipulei.

Pular de paraquedas, fazer uma tatuagem, viajar de mochilão, operar minha miopia e me ver livre de óculos pra sempre. Essas são algumas das coisas que estão na lista. Tem muita coisa impublicável também (ahahaha), mas por motivos óbvios não citarei ;-). Mas o mais importante da lista não são os ítens, mas a lista por si só.

Fazer planos não é exatamente meu comportamento padrão. Eu sou mais de fazer o que rolar, o que der na telha, o que pintar, no tempo que acontecer, no momento em que a oportunidade surgir. E por isso, ontem, por exemplo, o dia do meu aniversário, eu não fiz absolutamente nada de diferente. Fiquei em casa, de boa, porque absolutamente nada surgiu pra me tirar daqui. E essa é uma das coisas que quero mudar: fazer acontecer. Não que ficar em casa tenha sido ruim, apenas foi igual.

A lista é um lembrete, uma coisa que estará sempre lá, me chamando atenção das coisas que quero realizar e ainda não me movi na direção delas.

Quando rolarem experiências legais, eu conto por aqui. A propósito, 2 itens já foram nas primeiras semanas 🙂

Textos que você também pode gostar