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	<title>Manoel Netto &#187; Manoel Netto</title>
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		<title>28 lições de vida. De um pai aos filhos, antes de morrer</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 17:21:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Netto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[Lições de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Flanagan]]></category>
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		<description><![CDATA[Paul Flanagan, inglês, professor de gramática, descobriu que tinha mais uns poucos meses de vida, por conta de um câncer. Ao invés de escalar o Himalaia, tomar drogas e fazer uma orgia, decidiu marcar sua presença na vida de seus dois filhos. Escreveu mensagens, gravou vídeos, espalhou fotos, comprou presentes para futuros aniversários, escolheu livros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignright size-full wp-image-102" title="Thomas, Mandy e Lucy" src="http://www.manoelnetto.com/wp-content/uploads/2012/01/maefilhos.jpg" alt="Thomas, Mandy e Lucy - A família de Paul Flanagan" width="234" height="293" />Paul Flanagan</strong>, inglês, professor de gramática, descobriu que tinha mais uns poucos meses de vida, por conta de um câncer. Ao invés de escalar o Himalaia, tomar drogas e fazer uma orgia, decidiu marcar sua presença na vida de seus dois filhos. Escreveu mensagens, gravou vídeos, espalhou fotos, comprou presentes para futuros aniversários, escolheu livros e deixou bilhetes dentro dizendo porque gostava deles. Deixou sua energia espalhada pela casa.</p>
<p>Dois anos depois, sua esposa encontrou uma mensagem sua em seu antigo computador. Uma carta aos filhos, com 28 lições de vida, que provavelmente não teve tempo de entregar. A tradução, que fiz questão de compartilhar com vocês, está abaixo, feita pela <strong>Letícia Sorg</strong>, jornalista da <strong>Época</strong>, autora também da <a title="Pai deixa 28 lições de vida aos filhos" href="http://colunas.revistaepoca.globo.com/mulher7por7/2011/07/23/pai-deixa-28-licoes-de-vida-aos-filhos-antes-de-morrer/" target="_blank">matéria com mais detalhes</a> sobre a história (já tem quase um ano, mas cai bem pra esse início de ciclo).<span id="more-101"></span></p>
<h3>Sobre encontrar a realização</h3>
<p><em>por <strong>Paul Flanagan</strong></em></p>
<p>Nessas últimas semanas, depois de saber de meu diagnóstico terminal, procurei encontrar em minha alma e em meu coração maneiras de estar em contato com vocês enquanto vocês crescem.</p>
<p>Estive pensando sobre o que realmente importa na vida, e os valores e as aspirações que fazem das pessoas felizes e bem-sucedidas. Na minha opinião, e vocês provavelmente têm suas próprias ideias agora, a fórmula é bem simples.</p>
<p>As três virtudes mais importantes são: lealdade, integridade e coragem moral. Se aspirarem a elas, seus amigos os respeitarão, seus empregadores o manterão no emprego, e seu pai será muito orgulhoso de vocês.</p>
<p>Estou dando conselhos a vocês. Esses são os princípios sobre o quais tentei construir a minha vida e são exatamente os que eu encorajaria vocês a abraçar, se eu pudesse.</p>
<p>Amo muito vocês. Não se esqueçam disso.</p>
<p>Seja cortês, pontual, sempre diga “por favor” e “obrigado”, e tenha certeza de usar o garfo e a faca de maneira correta. Os outros decidem como tratá-los de acordo com as suas maneiras.</p>
<p>Seja generoso, atencioso e tenha compaixão quando os outros enfrentarem dificuldades, mesmo que você tenha seus próprios problemas. Os outros vão admirar sua abnegação e vão ajudá-lo.</p>
<p>Mostre coragem moral. Faça o que é certo, mesmo que isso o torne impopular. Sempre achei importante ser capaz de me olhar no espelho toda manhã, ao fazer a barba, e não sentir nenhuma culpa ou remorso. Parto deste mundo com a consciência limpa.</p>
<p>Mostre humildade. Tenha a sua opinião, mas pare para refletir no que o outro lado está dizendo, e volte atrás quando souber estar errado. Nunca se preocupe em perder a personalidade. Isso só acontece quando se é cabeça-dura.</p>
<p>Aprenda com seus erros. Você vai cometer muitos, então os use como uma ferramenta de aprendizado. Se você continuar cometendo o mesmo erro ou se meter em problema, está fazendo algo errado.</p>
<p>Evite rebaixar alguém para outra pessoa; isso só vai fazer você ser visto como mau. Se você tiver um problema com alguém, diga a ela pessoalmente. Suspenda fogo! Se alguém importuná-lo, não reaja imediatamente. Uma vez que você disse alguma coisa, não pode mais retirá-la, e a maioria das pessoas merece uma segunda chance.</p>
<p>Divirta-se. Se isso envolve assumir riscos, assuma-os. Se for pego, coloque suas mãos para cima.</p>
<p>Doe para a caridade e ajude os menos afortunados que você: é fácil e muito recompensador.</p>
<p>Sempre olhe para o lado bom! O copo está meio cheio, nunca meio vazio. Toda adversidade tem um lado bom, se você procurar.</p>
<p>Faça seu instinto pensar sempre sempre em dizer ‘sim’. Procure razões para fazer algo, não as razões para dizer ‘não’. Seus amigos vão gostar de você por isso.</p>
<p>Seja gentil: você conseguirá mais do que você quer se der ao outro o que ele deseja. Comprometer-se pode ser bom.</p>
<p>Sempre aceite convites para festas. Você pode não querer ir, mas eles querem que você vá. Mostre a eles cortesia e respeito.</p>
<p>Nunca abandone um amigo. Eu enterraria cadáveres por meus amigos, se eles me pedissem… por isso eu os escolhi tão cuidadosamente.</p>
<p>Sempre dê gorjeta por um bom serviço. Isso mostra respeito. Mas nunca recompense um mau serviço. Um serviço ruim é um insulto.</p>
<p>Sempre trate aqueles que conhecer como seu igual, estejam eles acima ou abaixo de seu estágio na vida. Para aqueles acima de você, mostre deferência, mas não seja um puxa-saco.</p>
<p>Sempre respeite a idade, porque idade é igual a sabedoria.</p>
<p>Esteja preparado para colocar os interesses de seu irmão à frente dos seus.</p>
<p>Orgulhe-se de quem você é e de onde você veio, mas abra a sua mente para outras culturas e línguas. Quando começar a viajar (como espero que faça), você aprenderá que seu lugar no mundo é, ao mesmo tempo, vital e insignificante. Não cresça mais que os seus calções.</p>
<p>Seja ambicioso, mas não apenas ambicioso. Prepare-se para amparar suas ambições em treinamento e trabalho duro.</p>
<p>Viva o dia ao máximo: faça algo que o faça sorrir ou gargalhar, e evite a procrastinação.</p>
<p>Dê o seu melhor na escola. Alguns professores se esquecem de que os alunos precisam de incentivos. Então, se o seu professor não o incentivar, incentive a si mesmo.</p>
<p>Sempre compre aquilo que você pode pagar. Nunca poupe em hotéis, roupas, sapatos, maquiagem ou joias. Mas sempre procurem um bom negócio. Você recebe por aquilo que paga.</p>
<p>Nunca desista! Meus dois pequenos soldados não têm pai, mas não corajosos, têm um coração grande, estão em forma e são fortes. Vocês também são amados por uma família e amigos generosos. Vocês fazem o seu próprio destino, meus filhos, então lutem por ele.</p>
<p>Nunca sinta pena de si mesmo, ou pelo menos não sinta por muito tempo. Chorar não melhora as coisas.</p>
<p>Cuide de seu corpo que ele vai cuidar de você.</p>
<p>Aprenda um idioma, ou pelo menos tente. Nunca comece uma conversa com um estrangeiro sem primeiro cumprimentá-la em sua língua materna; mas pergunte se ela fala inglês!</p>
<p>E, por fim, tenha carinho por sua mãe, e cuide muito bem dela.</p>
<p>Amo vocês com todo meu coração,</p>
<p>Papai</p>
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		<title>Pitaqueiro, opiniático &#8230; e teorético</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 18:09:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Pitacos]]></category>
		<category><![CDATA[Teorias]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sou daqueles que tem opinião pra tudo. Dou pitaco mesmo, falo o que penso sobre qualquer tema, mesmo que o meu conhecimento sobre o assunto seja raso (o que quase sempre é, como todo mundo) &#8211; mas eu deixo isso claro, não finjo que sou especialista em qualquer coisa. E também não sou do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sou daqueles que tem opinião pra tudo. Dou pitaco mesmo, falo o que penso sobre qualquer tema, mesmo que o meu conhecimento sobre o assunto seja raso (o que quase sempre é, como todo mundo) &#8211; mas eu deixo isso claro, não finjo que sou especialista em qualquer coisa. E também não sou do tipo que acha que a única opinião que vale é a minha. Ouço, tanto quanto falo. E quando não gosto de determinado tema, não ouço nem falo.</p>
<p>Sou chato, mas sou consistente. E justo. Se eu defendo determinado ponto de vista, raramente você vai me ver mudando de lado (de opinião sim, naturalmente). Se eu fico sabendo de algum novo dado que invalide minha defesa anterior, reavalio, dou meu braço à torcer, numa boa. Mas se isso não acontece, e você não me oferece argumentos suficientes para que eu reavalie minha posição, não adiantam falácias do tipo &#8220;ah, você não está informado o suficiente&#8221; ou &#8220;você só diz isso porque _______&#8221;.</p>
<p>Eu gosto de conversar e discutir com pessoas inteligentes e que sabem argumentar.</p>
<p>Depois de um certo tempo de vida &#8211; que eu considero metade de minha vida útil, o que vier depois é lucro &#8211; eu acabei colecionando algumas teorias, e de vez em quando compartilho com outras pessoas. Vez por outra alguém me pergunta porque eu não escrevo isso em algum lugar. Eu sempre digo que vou escrever, que preciso formular melhor, etc.</p>
<p>Bom, resolvi que vou registrar minhas teorias aqui neste blog. Algumas delas são 100% &#8220;minhas&#8221;, formuladas do zero nesses anos de papos e pitacos. Outras tem colaboração de 1 ou 2 outras teorias que ouvi durante a vida e acabei desenvolvendo, tentando rebater, criando em cima.</p>
<p>Não chega a ser nada científicamente comprovado, não é fruto de pesquisas ou experiências, é baseado em observação e conversas, como disse. Fique à vontade para discordar &#8211; com argumentos <img src='http://www.manoelnetto.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> .</p>
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		<title>Cada geração tem o Movimento Estudantil que merece</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 16:17:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Netto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tenho muito medo do que a Geração Z vai aprontar. Quem gostou, compartilha:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.manoelnetto.com/wp-content/uploads/2011/11/mn-movimentos-estudantis.jpg" rel="lightbox[92]"><img class="aligncenter size-full wp-image-93" title="mn-movimentos-estudantis" src="http://www.manoelnetto.com/wp-content/uploads/2011/11/mn-movimentos-estudantis.jpg" alt="" width="650" height="400" /></a></p>
<p>Tenho muito medo do que a Geração Z vai aprontar.</p>
<p>Quem gostou, compartilha:<br />
<iframe style="border: none; overflow: hidden; width: 450px; height: 21px;" src="//www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwww.manoelnetto.com%2Fcada-geracao-tem-o-movimento-estudantil-que-merece&amp;send=false&amp;layout=button_count&amp;width=450&amp;show_faces=true&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;font&amp;height=21" frameborder="0" scrolling="no" width="320" height="240"></iframe></p>
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		<title>Os favelados classe média</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 03:45:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Classe Média]]></category>
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		<description><![CDATA[Há algum tempo quero escrever sobre um assunto que me incomoda, desde que mudei para São Paulo, mas que ultimamente tem se tornado tão absurdamente comum, que o incômodo virou indignação. É o fenômeno que eu tomei a liberdade de nomear de &#8220;favelados classe média&#8221;. Voltando um pouco na História, quando as cidades, estradas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/franciscoferreira/4241371397/"><img class="alignright" title="Favela Tilt Shift : Chico Ferreira" src="http://farm5.static.flickr.com/4064/4241371397_a07b1a2e1f.jpg" alt="Favela Tilt Shift : Chico Ferreira" width="400" height="300" /></a>Há algum tempo quero escrever sobre um assunto que me incomoda, desde que mudei para São Paulo, mas que ultimamente tem se tornado tão absurdamente comum, que o incômodo virou indignação. É o fenômeno que eu tomei a liberdade de nomear de &#8220;favelados classe média&#8221;.</p>
<p>Voltando um pouco na História, quando as cidades, estradas e vias férreas eram construídas (não precisa ir muito longe, Londrina, por exemplo, tem bem menos de 100 anos de idade), podemos avaliar um movimento social bem claro. Os trabalhadores, que se empregavam na construção dessa cidades e vias, ficavam tanto tempo que acabavam transformando suas moradias temporárias em algo mais fixo, traziam família, iam ficando. As esposas e filhos também encontravam trabalho nas redondezas, após ou mesmo durante a construção das cidades. E, em busca de uma vida melhor e oportunidades nesses locais tão novos, formavam as favelas ou invasões, mais tarde transformadas em bairros, comunidades, etc. Pobreza e batalha.</p>
<p>Em cidades grandes como São Paulo, onde estão todas as empresas, todas as oportunidades, onde tudo começa, onde estão os melhores e maiores investimentos, outro fenômeno acabou ocorrendo com o tempo e durante muitos anos também foi forte e bastante evidente: a migração. Pessoas de cidades menores dentro e fora do estado eram atraídas pelas oportunidades de emprego, a maioria para mão-de-obra pouco qualificada. Esse êxodo ainda é atualmente muito marcante na configuração da cidade. Eu costumo dizer que o que menos tem em São Paulo é Paulistano, por conta disso.</p>
<p>Acontece que essas vagas pouco qualificadas não são tão abundantes mais, o que acabou por mudar um pouco o perfil da migração. Como tecnologia, Internet, mídias sociais estão bombando, tem atraído cada vez mais um outro perfil de trabalhadores: jovens, classe média, muitos em seu primeiro emprego e a grande maioria morando sozinha pela primeira vez.</p>
<p>Essa leva de trabalhadores, atraídos pelas oportunidades de trabalho, festas, fama, sucesso, dinheiro e crescimento profissional, são uma versão upgraded dos primeiros. Chegam em busca (ou saem da casa dos pais), aceitam o primeiro trabalho (podendo mudar pouco depois para uma melhor oportunidade), ganham relativamente bem, pagam aluguéis caríssimos e moram mal, muito mal. O foco da moradia é a proximidade do trabalho ou das baladas, ou do metrô (não que isso seja ruim em São Paulo), o restante é secundário. Apartamentos sem estrutura, pouco ou nenhum móvel ou conforto, afinal, pouco ficam em casa mesmo, não importa.</p>
<p><strong>Esses são os Favelados Classe Média.</strong></p>
<p>Obviamente, com o tempo e os anos, podem melhorar a moradia, deixar a casa com sua cara ou até mesmo comprar um imóvel (depois de pagar o carro, talvez), mas você não nota a semelhança? O paralelo?</p>
<p>Bom, era só uma reflexão mesmo, não é pra ter nenhuma conclusão, mas se eu posso deixar uma dica, eu digo para se afastarem um pouco do centro de tudo. Morem um pouco longe, mas não morem mal. Invistam em qualidade de vida, conforto, segurança. Pode não fazer diferença no ápice da balada, mas fará quando você ficar gripado, quando quiser receber alguém em casa, quando quiser fazer uma baladinha particular em seu canto, quando tiver frio pra cacete, entre outros momentos.</p>
<p>Afinal, morando perto ou longe, quem em São Paulo sai de casa sem se programar antes? Você vai se atrasar de qualquer modo.</p>
<p><em>* Foto: <a title="Favela Tilt Shift" href="http://www.flickr.com/photos/franciscoferreira/4241371397/" target="_blank">Chico Ferreira</a> em Creative Commons</em></p>
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		<title>Um bom encontro é de dois</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 04:31:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
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		<description><![CDATA[Recebi esse texto por e-mail e gostaria de compartilhar. Pode ser piegas em alguns momentos, mas é de uma lucidez necessária para tratar o assunto (não achei que um dia escreveria lucidez e piegas numa mesma frase). Enjoy. &#8212;&#8211; Aos casados há muito tempo, aos que não casaram, aos que vão casar, aos que acabaram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi esse texto por e-mail e gostaria de compartilhar. Pode ser piegas em alguns momentos, mas é de uma lucidez necessária para tratar o assunto (não achei que um dia escreveria lucidez e piegas numa mesma frase). Enjoy.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-85" title="Alianças" src="http://www.manoelnetto.com/wp-content/uploads/2011/04/aliancas.jpg" alt="" width="300" height="250" />Aos casados há muito tempo, aos que não casaram, aos que vão casar, aos que acabaram de casar, aos que pensam em se separar, aos que estão juntos, amigados, colados, aos que acabaram de se separar, aos que pensam em voltar.</p>
<p>Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar.</p>
<p>Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. Tem algum médico aí??? Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o oder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o entimento que temos por mãe, pai, irmão, filho.</p>
<p>É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo. Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.</p>
<p>A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragíliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.</p>
<p>Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.</p>
<p>É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência&#8230; Amor, só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.</p>
<p>Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar. Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.</p>
<p>Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa,necessariamente, fusão. E que amar, &#8216;solamente&#8217;, não basta.</p>
<p>Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, falta discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.</p>
<p>O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.</p>
<p>Um bom amor aos que já têm! Um bom encontro aos que procuram! E felicidades a todos nós!</p>
<p><em>* Autoria atribuída a <strong>Arthur da Tavola</strong>.</em></p>
<p><em>* O titulo do post é extraído do belo encontro musical entre Ben Harper e Vanessa da Mata: Boa Sorte / Good Luck</em></p>
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		<title>Tentativa de assassinato de ciclistas em Porto Alegre</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Feb 2011 18:36:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Netto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O título desse texto foi modificado. Eu comecei escrevendo que foi um atropelamento, porém, quando se fala em atropelamento, associamos imediatamente a acidentes, sejam provocados pelo condutor, pela vítima ou por nenhum deles. Acidentes acontecem por imperícia, imprudência ou falhas que fogem ao nosso controle, como uma falta de freio, por exemplo. O video abaixo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O título desse texto foi modificado. Eu comecei escrevendo que foi um atropelamento, porém, quando se fala em atropelamento, associamos imediatamente a acidentes, sejam provocados pelo condutor, pela vítima ou por nenhum deles. Acidentes acontecem por imperícia, imprudência ou falhas que fogem ao nosso controle, como uma falta de freio, por exemplo.</p>
<p>O video abaixo deveria ser sobre uma manifestação pacífica ocorrida em Porto Alegre. Centenas de ciclistas passeavam pelas ruas em suas bicicletas, em prol da redução de automóveis no trânsito. Uma &#8220;bicicletada&#8221;, como costumamos chamar. O evento ia bem até topar com uma figura, que não dá pra chamar nem de ser humano, quanto menos de cidadão, que de dentro do seu veículo, acelerou contra a multidão de ciclistas, atropelando dezenas, ferindo muitos. Essa criatura não parou sequer quando sua investida levou por vários metros dois ou mais ciclistas sobre o capô do carro. Ciclistas esses que ele atropelou por vontade própria e abandonou feridos enquanto seguiu seu caminho, deixando para trás a tragédia e a indignação das pessoas que participavam ou acompanhavam o evento.</p>
<p>A meu ver, a atitude desse monstro é criminosa e deve ser classificada como tentativa de assassinato e deve ser julgado por suas ações, que intencionavam claramente o que se seguiu. O trânsito estava parado atrás da manifestação, o motorista engatou seu veículo e partiu para cima das pessoas. Se isso não se caracteriza &#8220;intenção de matar&#8221;, eu não sei o que mais o faz.</p>
<p>O video segue abaixo, com o crime registrado por um dos participantes, assim como as horas seguintes.</p>
<p>Aos feridos, desejo saúde e nenhuma sequela. Ao criminoso evadido, desejo que pague por seu crime e se arrependa. A todos nós, paz, meus amigos e mais gentileza, no trânsito ou fora dele.</p>
<p><object style="height: 390px; width: 640px"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6XL3g4vPK30?version=3"><param name="allowFullScreen" value="true"><param name="allowScriptAccess" value="always"><embed src="http://www.youtube.com/v/6XL3g4vPK30?version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="640" height="390"></object></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=6XL3g4vPK30">Atropelamento em Massa Crítica / POA</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sobre escolhas</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 01:38:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante toda a nossa vida, nós fazemos escolhas. E são essas escolhas que acabam por definir quem somos e quem pretendemos ser. Escolhas fáceis ou difíceis, sofridas ou alegres, rápidas ou bem demoradas. Até mesmo quando não decidimos nada, para não sermos obrigados a escolher, estamos fazendo uma escolha. A da omissão. De todas as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Foto por Dobrych" href="http://www.flickr.com/photos/dobrych/4379581443/" target="_blank"><img class="alignright size-full wp-image-74" title="Dois caminhos" src="http://www.manoelnetto.com/wp-content/uploads/2011/01/4379581443_24df42e793.jpg" alt="dois caminhos : Foto por Dobrych" width="450" height="299" /></a>Durante toda a nossa vida, nós fazemos escolhas. E são essas escolhas que acabam por definir quem somos e quem pretendemos ser. Escolhas fáceis ou difíceis, sofridas ou alegres, rápidas ou bem demoradas. Até mesmo quando não decidimos nada, para não sermos obrigados a escolher, estamos fazendo uma escolha. A da omissão.</p>
<p>De todas as escolhas que fazemos, o que acontece na maioria das vezes é optarmos pelo mais fácil, mais simples, mais cômodo. É de nossa natureza não remar contra a correnteza, deixar-se ser levado pelo caminho, pelas circunstâncias. A escolha fácil é a mais comum, mas a menos gratificante e frequentemente, frustrante.</p>
<p>É muito mais fácil se manter naquele curso que você descobriu não ter nada a ver com você, que largar tudo e fazer outro vestibular; É mais fácil continuar naquele emprego que você detesta porque o mercado de trabalho está complicado e você precisa sustentar a família; É mais fácil abrir mão de um curso de faculdade porque você não tem tempo para trabalhar e estudar ao mesmo tempo, é cansativo; Mais fácil abrir mão de um amor porque você tem que se dedicar muito em seus objetivos profissionais. Compartilhar é difícil, conciliar é difícil, recomeçar é difícil, acreditar é difícil, amar é difícil.<span id="more-73"></span></p>
<p>Se formos observar, todas as escolhas fáceis se tratam de deixar de fazer algo. E a gente sabe o quanto é mais fácil se arrepender de algo que você não fez. Resultado? Frustração. Ao escolher o caminho fácil, deixamos de fazer coisas que no fundo gostaríamos e, lá na frente, um dia, olhamos para trás e nos frustramos por não termos tido a coragem. E vivemos uma vida frustrada pensando no que poderia ter sido.</p>
<p>Covardia? Eu prefiro acreditar que seja egoísmo. Toda vez que tomamos um caminho fácil, estamos sendo egoístas. Se não com outras pessoas, conosco mesmo. Ou pior, conosco e com outras pessoas. Deixar de fazer, porque é mais difícil, sempre deixa alguém frustrado, sempre faz alguém sofrer.</p>
<p><strong>Toda escolha fácil é, no fundo, egoísmo.</strong></p>
<p>Difícil ler isso, não é? Eu sei, dói em mim também.</p>
<p>Mas por que diabos não percebemos isso? Por que em algum momento não partimos para tomar as decisões difíceis, mesmo as novas, já que as passadas não voltam? Porque nos acostumamos muito fácil, com as coisas boas e com as coisas ruins.</p>
<blockquote><p>(&#8230;) A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.</p>
<p><cite>Trecho de <strong><a title="Eu sei, mas não devia : Marina Colasanti" href="http://www.releituras.com/mcolasanti_eusei.asp" target="_blank">Eu sei, mas não devia</a>.</strong> Marina Colasanti</cite></p></blockquote>
<p>Então, meu caro leitor, reflita bastante ao ter que tomar uma decisão, fazer uma escolha. O caminho fácil é tentador, confortável, atraente, meio óbvio às vezes, mas quem sabe você não encontre algo inesperadamente bom no caminho difícil? No mínimo, você não vai sofrer do famoso &#8220;e se&#8230;&#8221;. E se fosse diferente? E se eu tivesse aceitado aquela transferência para outro país? E se eu tivesse aceitado aquele pedido de casamento? E se eu tivesse largado tudo e viajado em turnê pelo mundo com minha banda de rock? E se eu tivesse concluído meu curso universitário, apesar do cansaço de ter que trabalhar durante o dia? E se &#8230; e se?</p>
<p>Não pense no que seria, faça acontecer. <strong>Arrisque-se!</strong></p>
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		<title>Uma amiga Joaninha nada secreta</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Jan 2011 23:47:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Amigo Secreto]]></category>
		<category><![CDATA[Lucia Freitas]]></category>
		<category><![CDATA[Presente]]></category>

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		<description><![CDATA[Em uma brincadeira de fim de ano passada, eu tirei a Lúcia Freitas, também conhecida como Joaninha por conta de seu blog mais famoso Ladybug Brazil. Agora foi a vez da Joaninha me tirar no amigo secreto . Que legal, hein? E eu fiquei muito feliz em receber (beeeem atrasado por conta de duas viagens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma <a title="Lúcia Freitas faz mensagem cantada : Tecnocracia" href="http://tecnocracia.com.br/275/off-topic-a-lucia-freitas-faz-mensagem-cantada/" target="_blank">brincadeira de fim de ano</a> passada, eu tirei a <strong>Lúcia Freitas</strong>, também conhecida como Joaninha por conta de seu blog mais famoso <a title="Ladybug Brazil" href="http://www.ladybugbrazil.com/" target="_blank">Ladybug Brazil</a>. Agora foi a vez da Joaninha me tirar no amigo secreto <img src='http://www.manoelnetto.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> . Que legal, hein?</p>
<p>E eu fiquei muito feliz em receber (beeeem atrasado por conta de duas viagens no fim do ano) esse presente lindão abaixo (o iPod Classic não é o máximo?) e ainda mais uma surpresinha em forma de chaveiro (ícone do PhotoShop, pra quem não é &#8220;da área&#8221;). Adorei, Lu, tênkiu veuri muito viu?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-68" title="Almofada iPod Classic" src="http://www.manoelnetto.com/wp-content/uploads/2011/01/almafada-ipod.jpg" alt="Almofada iPod Classic" width="550" height="413" /></p>
<p>A Dona Joana foi uma das principais responsáveis por minha vinda pra Sampa. No final de 2007 nós organizamos juntos o primeiro <a title="BlogCamp" href="http://blogcamp.com.br" target="_blank">BlogCamp</a> no Brasil, e foi aqui na Terra da Garoa. Eu de lá de Londrina fazia o que podia remotamente, mas quem tocava as coisas por aqui era a Lúcia. Depois disso voltei a São Paulo outras vezes, e a Lu me recebeu com todo carinho e hospitalidade em sua casa, onde fiquei hospedado sei lá quantas vezes. Chegamos até a trabalhar juntos, com alguns clientes dela daqui, até que eu finalmente me mudei de vez.</p>
<p>Ah! E do BlogCamp, surgiu um projeto colaborativo muito bacana tocado pela Lu, chamado <a title="LuluzinhaCamp" href="http://www.luluzinhacamp.com" target="_blank">LuluzinhaCamp</a>. É isso que você pensou, um encontro de blogueiras. Homem é probido <img src='http://www.manoelnetto.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> .</p>
<p>Lúcia, você mora em meu coração. Um beijo enorme, muitas felicidades nesse <em>brand new year</em> e sucesso, que você merece.</p>
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		<title>O papel de cada um</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Dec 2010 09:44:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Papéis]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Você já parou para pensar que as pessoas exercem um papel na vida umas das outras? Parece simples, por vezes simplório, pensar dessa forma, mas vamos fazer um pequeno esforço nesse raciocínio. Siga o meu e compartilhe o seu nos comentários. Em muitos momentos, questionamos sobre a brevidade das relações. Um chefe que aparece em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-62" title="Fuga Noiva" src="http://www.manoelnetto.com/wp-content/uploads/2010/12/fuga21.jpg" alt="" width="384" height="287" />Você já parou para pensar que as pessoas exercem um papel na vida umas das outras? Parece simples, por vezes simplório, pensar dessa forma, mas vamos fazer um pequeno esforço nesse raciocínio. Siga o meu e compartilhe o seu nos comentários.</p>
<p>Em muitos momentos, questionamos sobre a brevidade das relações. Um chefe que aparece em nossa vida profissional por um curto espaço de tempo antes de ser demitido ou pedir demissão, um casamento que durou apenas algumas semanas, um &#8220;caso&#8221; que fez com que você reavaliasse um relacionamento duadouro, um amigo repentino que durou o tempo da certeza que você tinha de que estava no curso ideal da faculdade. Vai ser bom, não foi?<span id="more-61"></span></p>
<p>Questionamos porque não temos a certeza ou a coragem de assumir que aquela pessoa cumpriu seu papel em nossa vida. Ela tinha um propósito X qualquer, apareceu subitamente e sumiu tão repentino quanto surgiu. &#8220;Espíritos de missão&#8221; diriam os espíritas, &#8220;anjos&#8221; ou &#8220;demônios&#8221; diriam os católicos e derivados, &#8220;maktub&#8221; diriam os árabes.</p>
<p>Há pessoas assim em nossas vidas. Algumas a gente consegue identificar antes, durante ou depois de nossas decisões, de nossas mudanças. Outras, nunca conseguimos e lamentamos sua rápida passagem, pois ela nos mostrou outro caminho e nós gostaríamos que ela compartilhasse de nossas conquistas, de nossas escolhas e decisões. Umas dessas, ficam, por bastante tempo. Mas eu acredito que é porque a missão delas não estava totalmente cumprida. Mas isso é só o que eu acredito, claro.</p>
<p>Eu tive várias pessoas com papéis importantes em minha vida. Papéis duradouros ou meteóricos. E também pude experimentar vivenciar papéis parecidos, alguns comuns. Agradeço cada uma dessas experiências e pessoas, pois elas me tornaram a pessoa que sou. Com minhas imperfeições e diferenças, minhas semelhanças e gostares, meus prazeres e carências.</p>
<p>Ache você bom ou ruim, é o que tem pra hoje.</p>
<p>Qual o <strong>seu </strong>papel?</p>
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		<title>Ontem fui rio. Amanhã serei mar. Hoje sou Pororoca.</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Dec 2010 03:47:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Ano Novo]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Pororoca]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando soube que 2010 seria um ano de grandes mudanças, eu, que não acredito muito nessa coisa de horóscopo e coisa e tal, fui um pouco descrente. Ainda mais por saber que os últimos anos já foram de grandes mudanças. Separação, mudança de estado, mudança de trabalho, mudança de foco de trabalho, outra mudança de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-58" title="Pororoca" src="http://www.manoelnetto.com/wp-content/uploads/2010/12/a126_Pororoca2.jpg" alt="" width="363" height="275" />Quando soube que 2010 seria um ano de grandes mudanças, eu, que não acredito muito nessa coisa de horóscopo e coisa e tal, fui um pouco descrente. Ainda mais por saber que os últimos anos já foram de grandes mudanças. Separação, mudança de estado, mudança de trabalho, mudança de foco de trabalho, outra mudança de estado, outra mudança de trabalho, mais mudanças de casa e trabalho no mesmo ano &#8230; ufa! Achei que 2010 ia ser tranquilo, pra compensar tanta mudança. Mas não foi.</p>
<p>Daí que houveram mudanças grandes. E normalmente o que acontece quando algo dessa magnitude ocorre é dar uma bagunçada geral. A gente se sente meio perdido, meio sem chão, sem norte e leva um tempo até as coisas começarem a se ajustar novamente.</p>
<p>Toda mudança em nossa vida é positiva, por mais que a experiência em si não seja agradável, pelo menos nos ensina algo que precisamos aprender, e é esse o processo que gostaria de compartilhar com vocês, com a analogia do encontro das águas.<span id="more-55"></span></p>
<h2>O RIO</h2>
<p>Quando estamos tranquilos, nos sentimos seguros, estáveis, preparados. Esse é um momento de risco, pois se nos acomodamos demais, as mudanças podem se tornar chocantes. Nessa &#8220;fase rio&#8221; nós seguimos nossa vida com certas rotinas e processos. As coisas são bem previsíveis e as pequenas alterações no curso são controladas.</p>
<p>Nós aprendemos com o tempo quais os melhores períodos de venda em nosso comércio, quais os dias da semana com maior tráfego em nosso site, qual o período do mês que a namorada está mais  &#8220;disposta&#8221; ou na TPM, quando o chefe está com a macaca e não é seguro pedir aquele aumento, quais os períodos de prova ou o calendário escolar de nossos filhos. São como pequenas pedras ou corredeiras no curso do rio, algumas curvas, época de cheia ou de seca. Nos acostumamos e aprendemos o caminho, durante o percurso.</p>
<p>Isso acontece conosco em todas as fases da vida e em diversos setores dela, seja no trabalho, em casa, com seu cônjuge, pai, mãe, filhos, etc. A estabilidade, a mudança calculada, os pequenos riscos fazem com que sejamos mais seguros e menos alertas.</p>
<h2>A POROROCA</h2>
<p>Aí vem uma grande mudança, um abalo para o qual náo estávamos preparados. Demissão, gravidez inesperada, separação, levar uma bomba na faculdade e não se formar junto com a turma, falecimento de familiar num acidente. Qualquer coisa para a qual você não esteja preparado e de muita intensidade pode tirar você bastante do seu equilíbrio. Aí você se sente assim, como na Pororoca, uma mistura de emoções, tudo muito intenso, forte, confuso, perturbador.</p>
<p>Durante a Pororoca muita coisa pode acontecer, desde depressão até euforia (sim, a mudança pode ser uma super surpresa boa, mas por ser life changing, deixar-nos confusos) passando por sentimentos diversos e atitudes desesperadas. Momento delicado e extremamente importante. Aqui nós vamos aprender o que precisamos aprender para enfrentar a próxima fase.</p>
<p>O importante durante a Pororoca é não se segurar, não passar por cima dos seus sentimentos, não fingir que nada aconteceu. Enfrente a mudança. Viva a mudança. Se quiser chorar, não tenha vergonha. Se quiser se trancar num quarto pra pensar por horas e horas, não se force a estar com alguém. É muito comum as pessoas tentarem nos motivar, quando precisamos chorar nosso luto, enterrar nossos mortos (não necessariamente de forma literal). Observe-se apenas para não fazer uma loucura qualquer ou entregar-se à depressão. Seu luto precisa ser produtivo, você precisa enfrentar os sentimentos e questionar-se sobre eles, aprender, crescer.</p>
<h2>O MAR</h2>
<p>A fase seguinte define-se quando nos percebemos com opções. Ufa! Passou a confusão toda, a tristeza, o sentir-se perdido e sem chão, e nos vimos agora com várias direções que podem ser tomadas. Saímos daquele fluxo contínuo e seguro do rio, atravessamos a perigosa Pororoca e aqui estamos, em alto mar, podendo escolher qualquer direção. E ficamos maravilhados ou aterrorizados hehehe. Mas é normal.</p>
<p>Com o mar, vem todo o mistério de um novo ambiente que não dominamos, os desafios de escolher seu próprio caminho, os riscos inerentes à escolha (ou as escolhas), o medo e a falta de costume de precisar remar.</p>
<p>Em algum tempo e diversas escolhas feitas, direções experimentadas até achar um curso, nos vimos novamente num ambiente que conhecemos, seguindo um fluxo que nós traçamos, numa velocidade que nós imprimimos. Daí percebemos que não havíamos chegado no mar aberto, foi só o nosso rio que se ampliou. Nossa realidade se ampliou e nós precisávamos crescer também. E percebemos, com o passar do tempo, que isso é cíclico. Durante toda a nossa vida nós passaremos por Pororocas, que ampiarão nossos horizontes, nos farão crescer.</p>
<p>Se sua vida não tem corredeiras e pedrinhas, apenas Pororocas, ou você se desespera muito fácil com mudanças ou não aprende nada com elas. Por outro lado, se nunca houve uma Pororoca em sua vida, apenas marolinhas, você anda subestimando seus problemas e acaba não aprendendo muita coisa com eles também. Na vida nós precisamos das Pororocas, assim como das pequenas cachoeiras no caminho. Evitá-las só adia nosso crescimento.</p>
<p>Você está preparado? Pois ouvi dizer que 2011 será um ano de grandes mudanças &#8230; <img src='http://www.manoelnetto.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<h3>Feliz Ano Novo</h3>
]]></content:encoded>
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