Tudo novo (de novo)

O ano de 2019 começou cheio de mudanças (algumas não muito boas pra o Brasil, infelizmente) e muitas promessas. E daí algumas outras mudanças foram necessárias ou consequências dessas promessas.

Há 2 anos eu cheguei num momento de minha vida em que havia decidido largar tecnologia e investir em outra coisa. Havia cansado desse meio, dos ambientes tóxicos (até mesmo os disfarçados de ambientes seguros) muito comuns ao segmento, ao tratamento dado às pessoas, fazendo-as sentirem-se descartáveis em função de ganhos financeiros, etc. Já tinha dado pra mim. Fiz umas aulas, comprei material, comecei a praticar e decidi me tornar tatuador.

Já estava com as malas prontas (literalmente), aluguel pago, caminhão de mudança contratado para voltarmos para Itanhaém, quando recebi uma nova proposta: trabalhar com Design e Experiência do Usuário (UX). Algo intimamente ligado a Produtos, que eu amo, ainda em tecnologia porém com foco em pessoas. Uma oportunidade de me renovar dentro de um grupo de conhecimento que já era muito parecido com o que eu fazia e gostava.

Foi um ano cheio de coisas bacanas – e outras não tão bacanas, e algumas bem ruins. Me reencontrei no que fiz, aprendi coisas muito boas, convivi com gente muito boa e isso que é o importante. No fim das contas, eu me peguei gostando mais de fazer algo que foi a minha estréia no mundo profissional e no mundo da tecnologia: facilitação do aprendizado.

Tendo isso em mente e com base nas promessas que citei lá em cima, decidimos em família retomar o plano “back to the beach” e cá estamos, morando há 2 semanas em Itanhaém. Foi um mês intenso de encaixotar e embalar a vida, enquanto cuidávamos de toda as ações necessárias para isso acontecer, além de não deixar nossas atividades profissionais de lado.

Mudança de vida

A proposta de vir para o litoral, morar numa casa, escolher um local tranquilo, um imóvel que não fosse grande demais nem pequeno demais, que tivesse uma área verde e fosse perto da praia, não foi por conveniência. Nós prometemos que essa mudança seria de vida, não apenas de cidade.

Focar em nós – individualmente e como família – e nossa saúde, viver com menos coisas e mais qualidade, não deixar que o estresse da cidade interfira em nosso emocional, não ficar preocupado com o trânsito ou com a constante insegurança da rua, do bairro, da cidade. Trabalhar para viver, não viver para trabalhar.

São Paulo é uma cidade sensacional. Tem absolutamente de tudo. É possível encontrar o que se fazer a qualquer hora do dia, qualquer dia da semana. Mas tudo isso tem um custo. E no caso de São Paulo, é um custo alto. A gente acaba trabalhando muito mais, para bancar coisas que muitas vezes não temos tempo de usufruir por causa do trabalho. É uma corrida de gato e rato (e nós somos ambos).

Morar num local onde várias dessas preocupações não existem ou são muito menores, foi uma decisão acertada. Além disso, ter família por perto é muito bom, não só para nós como para Alice. Estar em um local onde o Mike (o cachorro) pode ter mais liberdade e até mesmo podermos adotar mais um animal – um gatinho, que Alice ama de paixão e aperta o tempo todo, como Felícia. Acordar cedo sem despertador e sem o cansaço que já existia desde o amanhecer em São Paulo não tem preço.

Como viabilizamos isso tudo? Com relação a trabalho, o meu foco agora são 3: continuar tocando os trabalhos com os clientes da MadHat (minha nano agência digital, que toco com a Vivi), estabelecer uma clientela local para a InkHaus (meu estúdio de arte e tatuagem) e trabalhar com facilitação do aprendizado e consultoria através do Coletivo AÇÃO, um coletivo de profissionais de treinamento, facilitação e consultoria cheio de gente boa e competente. Com essas 3 vertentes, eu consigo trabalhar de casa em boa parte do tempo e me desloco (ou recebo clientes) apenas quando precisar executar trabalhos presenciais, seja uma tatuagem ou um treinamento. O desafio é fazer dar certo. Desafio aceito.

Agora é trabalhar, mas ter tempo pra cuidar de mim, da Vivi, da Alice, de nossa família, de fazer coisas em casa, de ter um hobby (já escolhi, comprei algumas coisas e estou louco de expectativa de chegarem pra eu começar), curtir a vida e realizar coisas enquanto ainda podemos. Não deixar pra viver depois da aposentadoria, afinal, ultimamente nem dá pra saber quando será isso.

Vem nos visitar 😉

Photo by Sebastien Gabriel on Unsplash

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Written by Manoel Netto

1 Comment

Joice

Amei! Que lindo! Deus abençoe esta mudança de vida, fortaleça a família e a fé! Que os dias sejam de felicidade e aconchego e que a paz faça morada em seus corações. Beijo grande, amigo!

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